Um pote com água na beira da rodagem

Em algum lugar, 12 de novembro de 2023

Mando lembranças e trago notícias daqui,

Caí a tarde e o dia de domingo aos poucos vai se despedindo. Daqui a pouco um novo dia estará sendo marcado no calendário, enquanto isso, a dinâmica da vida segue o seu fluxo. O cotidiano vai sendo construído a partir das vivências e novos costumes vão assumindo o lugar do que para muitos se tornaram velhos.

Chego a ouvir que estão matando as tradições, só que essas pessoas não percebem que tudo está em um processo de mudança. Consigo entender que o homem conseguiu transformar muitas coisas e de certa forma trouxe muitos benefícios, mas também deixou rastros de saudades.

Essa semana estive apanhando lembranças e costumes pela zona da mata alagoana e me deparei com essa imagem.

Um pote com água no meio da rodagem. Créditos: Railton Teixeira da Silva/Mais1DaSilva

A título de descrição, um pote de barro com um torneira no fundo pendurada em uma árvore. Na verdade, uma grande tecnologia que durante décadas serviu como forma de armazenar água para o consumo humano.

No local não havia ninguém. Ainda cheguei a ir em uma residência que havia próximo ao local de onde estava o pote, chamei, mas não saiu ninguém. Lá tinha apenas aquele rastro de lembranças na passagem da rodagem.

Havia água no pote. De fato água potável que era abastecida por um alguém que se ver como uma pessoa que dá de beber a quem passa pela estrada e está com sede.

O gosto da água de pote é bem característico e ao final deixa um gosto de barro. Muitos podem até não ter noção do que estou falando, mas só quem tomou água de pote, lembra inclusive do som da caneca tocando a água. Para tentar materializar, seria algo como ‘tambum’.

Hoje as tecnologias permitem que a água seja fornecida de várias formas, dando inclusive boas condições sanitárias para o consumo desse líquido que é incolor e responsável pela vida.

Em breve mais apanhados… Até breve!

Deste apanhador de lembranças e costumes do povo.

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